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Olha o clima!

Por meio de nossa gestão de impactos ambientais, promovemos iniciativas para minimizar os impactos negativos de nossas operações na paisagem e potencializar os impactos positivos.

O aquecimento global, em decorrência do aumento das emissões de gases de efeito estufa (GEE), representa um dos principais problemas ambientais da atualidade, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Em médio e longo prazos, os efeitos das mudanças climáticas podem levar a alterações no regime hídrico e na vegetação, com consequente impacto na biodiversidade.

Fazemos a gestão de emissões atmosféricas e da paisagem, por meio do manejo florestal sustentável, com a reciclagem de resíduos industriais para utilização em nossas florestas e com a redução do uso de produtos químicos, entre outras ações. Veja em Meio Ambiente como é a gestão destes e outros aspectos ambientais em nossas operações. [GRI 103-1, 103-2, 103-3: Biodiversidade]

Para saber mais sobre mudanças climáticas, consulte o site da Ibá.

 

 

Um bioma de respeito

As terras onde ficam nossas operações florestais, no Sul da Bahia, integram o bioma da Mata Atlântica, um local de alta biodiversidade. Operar uma empresa de base florestal implica dar total atenção aos potenciais impactos neste bioma, que podem incluir alterações nos meios bióticos terrestre e aquático, mudanças na paisagem, alterações no solo e intensificação de mudanças climáticas, dentre outros. Por isso, promovemos diversos monitoramentos visando a avaliar estes impactos e quais medidas mitigadoras são necessárias em cada situação dentro das operações no território onde estamos.

Mas a gestão da paisagem vai além. O manejo florestal da Veracel segue o modelo de platio em mosaico (plantio do eucalipto entremeado com fragmentos de mata nativa) associado a um programa próprio de restauração florestal. Desde 1994 realizamos a restauração do bioma da Mata Atlântica. Hoje, restauramos, no mínimo, 400 hectares por ano. Isso permitiu, nos últimos 14 anos, a conexão de mais de 65 mil hectares em todo o território, favorecendo a criação de corredores ecológicos e a troca do fluxo gênico de fauna e flora entre os fragmentos que antes estavam isolados. [GRI 304-2, 304-3]

Saiba mais sobre esta e outras iniciativas de preservação e conservação da biodiversidade ao longo deste capítulo.

O flagrante da onça pintada traz novo ânimo aos estudos pela conectividade entre o Parque e a Estação Veracel.”

Fábio Faraco, gestor do Parque Nacional Pau Brasil -ICMbio.

 

LOCALIZAÇÃO E TAMANHO DA ÁREA POSSUÍDA, ARRENDADA OU ADMINISTRADA DENTRO DE ÁREAS PROTEGIDAS, OU ADJACENTES A ELAS, E ÁREAS DE ALTO ÍNDICE DE BIODIVERSIDADE FORA DE ÁREAS PROTEGIDAS [GRI 304-1]
2017Próprias e Arrendadas (hectares)Programa Produtor Florestal  (hectares)Total  (hectares)
Dentro9.925,42420,5610.345,97
Adjacente16.860,473.310,4520.170,91

São consideradas áreas “dentro” as inseridas em áreas classificadas como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) e Área de Alto Valor de Conservação (AAVC) e,  como “adjacentes”, as localizadas a três quilômetros destas.

 

USO E OCUPAÇÃO DO SOLO – ÁREAS DE PRESERVAÇÃO [GRI 304-1]
2017Próprias e Arrendadas (hectares)Programa Produtor Florestal  (hectares)Total  (hectares)
Área de Preservação Permanente22.909,875.780,4628.690,33
Reserva Legal47.320,058.886,2156.206,26
RPPN6.062,94389,136.452,07
Áreas protegidas adicionais36.452,8536.452,85
Total112.745,7115.055,80127.801,51

As áreas protegidas adicionalmente são aquelas que, mesmo não sendo obrigação legal (Reserva Legal ou Preservação Permanente) são preservadas como parte da gestão ambiental da empresa.

 

Mata Atlântica: preservar, conservar e conectar

Entre nossas práticas para promover a conservação do bioma está o apoio à elaboração dos Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA) de nove dos 10 municípios de atuação da empresa (em 2013, quando a Veracel se comprometeu com este apoio, Porto Seguro já havia dado início ao seu PMMA). Esta iniciativa registrou importante avanço em 2017, quando houve a integração dos planos dos 10 municípios. Acesse a Central de Downloads e conheça os planos.

O Plano, uma exigência da Lei da Mata Atlântica, reúne e normatiza elementos necessários à proteção, conservação, recuperação e uso sustentável da Mata Atlântica desenvolvidos por cada município. Nosso apoio se deu por meio de um termo de cooperação assinado com a Fundação SOS Mata Atlântica e a elaboração ficou a cargo do Grupo Ambiental da Bahia (Gamba). Com a integração, os municípios podem interagir com uma visão integrada e em escala territorial, evitando iniciativas fragmentadas, na gestão de práticas sustentáveis voltadas para a conservação do bioma.

 

 

Compromisso com a restauração

Desde 1994 mantemos o Programa Mata Atlântica (PMA), que tem, como principal objetivo, consorciar a biodiversidade da Mata Atlântica com nossos projetos florestais, por meio do plantio em mosaico, a fim de conectar fragmentos de mata nativa da região. Temos o compromisso de restaurar o mínimo de 400 hectares anualmente, seja pelo plantio efetivo e/ou enriquecimento. Até 2030, devem ser revegetados 16,9 mil hectares com espécies nativas.

Até 2017, 6.096,13 hectares tinham sido reflorestados, distribuídos em diversos pontos dos municípios onde atuamos. [GRI 304-3]

 

 

Estas áreas valem muito

Por terem características ambientais ou sociais de caráter excepcional ou de importância crítica, as Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVCs) merecem atenção especial. Por isso, mantemos um plano de proteção física que tem como objetivo identificar as áreas críticas e frágeis e definir estratégias e ações necessárias à prevenção, controle e mitigação das ameaças, pressões e riscos que possam causar danos, tanto aos atributos de Alto Valor de Conservação, como à segurança de colaboradores, pesquisadores e visitantes.

Em 2018, pretendemos ampliar o diálogo com órgãos fiscalizadores a fim de buscar ações de inteligência para coibir a caça e o consumo de produtos oriundos da caça e do tráfico de animais silvestres.

 

Monitoramento de fauna e flora

Realizamos monitoramento de fauna e flora nas AAVCs para avaliar o estado de conservação da biodiversidade na área de influência da Veracel em função das operações florestais. Desde 2015, monitoramos também a interferência de pastagem e de eucalipto sobre os fragmentos florestais, tendo a avifauna como bioindicador. [GRI 304-3]

 

De 2008 a 2017, o monitoramento da fauna e da flora,
realizado pela Casa da Floresta, registrou:

799 espécies de plantas*
338 espécies de aves
31 espécies de mamíferos

*a quantidade foi menor do que a registrada no ano anterior (871) pois, com a conferência aprimorada a cada ano, muitas vezes, conclui-se que duas espécies tratadas como independentes são, na verdade, uma única espécie.

 

Um olhar submerso

De olho nos impactos potenciais da operação de barcaças no Terminal Marítimo de Belmonte (TMB), de onde embarcamos cerca de 1,1 milhão de toneladas de celulose por ano, realizamos monitoramentos aéreos e embarcados de cetáceos e o monitoramento de tartarugas ao longo de 34 quilômetros de praias ao norte e ao sul do Terminal. Nestas atividades, acompanhamos aspectos como encalhes, densidade da população e condições de reprodução. Os monitoramentos atendem a condicionantes de operação do Terminal.

Na última temporada de monitoramento, entre 2016 e 2017, foram registradas 448 evidências de atividades reprodutivas de tartarugas, na faixa de 34 quilômetros de praia em torno do TMB. É um dos maiores registros desta natureza, superando a média histórica de 344. Este trabalho é desenvolvido em parceria com a CTA Meio Ambiente.

Quanto ao controle de cetáceos, observa-se um crescimento na população de baleias-jubarte. A temporada de 2017 foi a que apresentou maior densidade de baleias na rota da barcaça desde o início do monitoramento, com o registro de 941 grupos, contra 493 no ano anterior. Conheça o Instituto Baleia Jubarte. [GRI 304-2]

 

Conheça aqui as ações de preservação do meio ambiente que desenvolvemos no entorno das operações do Terminal Marítimo de Belmonte

Operação eficiente no TMB

Há alguns anos, a operação do Terminal Marítimo de Belmonte (TMB) começou a ser impactada com o assoreamento do canal de navegação das barcaças. O assoreamento é um processo natural em que a própria movimentação da água acumula sedimentos no fundo do canal, tornando o canal mais raso, dificultando o acesso das barcaças ao píer. Para manter a profundidade do canal, foi implantado, em março de 2017 o sistema sand by pass. Esse sistema de transpasse de areia funciona como uma dragagem contínua que impede que a areia se acumule no berço de atracação, evitando a restrição de navegação e capacidade das barcaças. Trata-se de uma solução inovadora, eficiente e ambientalmente correta, licenciada pelo órgão ambiental da Bahia.

 

 

Boas práticas compartilhadas

Desde 2016, a Veracel integra a Plataforma New Generation Plantations (NGP), ou Nova Geração de Plantios, iniciativa coordenada pela organização World Wildlife Fund (WWF). Trata-se de uma iniciativa que reúne empresas, organizações da sociedade civil e setor público para compartilhar conhecimentos sobre boas práticas de plantio. Este grande fórum aspira a uma forma ideal de plantações que mantenham a integridade do ecossistema, protejam e valorizem altos valores de conservação, por meio de processos efetivos de envolvimento com partes interessadas. Saiba mais no site da NGP.

 

Monitoramento de água e solo: temos!

Pelo princípio de Manejo Florestal Sustentável, acompanhamos periodicamente os impactos de nossas operações florestais nas áreas de influência dos plantios de eucalipto, por meio do monitoramento anual da qualidade da água, do solo e de microbacias. Entre os impactos potenciais estão conflitos pelo uso da água, saúde de microbacias, impactos a jusante e potencial produtivo do solo.

O monitoramento edáfico/hídrico é feito em 10 pontos sob influência direta e/ou exclusiva do eucalipto, sendo cinco em propriedades da empresa e cinco em terras de produtores do Programa Produtor Florestal. Até 2017, os resultados mostraram que a qualidade da água dos rios atende aos parâmetros do Conama (Resolução Conama 357, de 17 de março de 2005, Classe II) para consumo humano (após tratamento) e atividades de irrigação, recreação, aquicultura e pesca.

Microbacias

Nas microbacias, o acompanhamento é contínuo e simultâneo em quatro microbacias hidrográficas dentro de áreas da Veracel, por método comparativo de indicadores: balanço hídrico, hidroquímica do riacho, perdas de solo e de nutrientes. O trabalho é feito em parceria com o Programa de Monitoramento em Microbacias (Promab), coordenado pelo Instituto de Pesquisas e Estudos (Ipef) junto à Universidade de São Paulo (USP).

Nos monitoramentos das microbacias, não foram encontrados indícios de contaminação de água, indicando que não há efeitos do manejo sobre o nível do lençol freático nem sobre a qualidade da água subterrânea.

Para 2018, solicitamos ao Promab uma análise crítica dos resultados dos monitoramentos edáficos/hídricos, além de uma sinergia com o monitoramento de microbacias, visando a aprimorar a forma de avaliar possíveis impactos na água e no solo. [GRI 103-1, 103-2, 103-3, 306-1]

 

 

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